Em 1941, na região conhecida como "Nova Alta Paulista", os pioneiros José Froio e Antônio Miguel de Mendonça destinaram uma área para a formação de um patrimônio, inicialmente batizado como Aguapei do Alto. O nome foi escolhido devido à fertilidade do solo e ao colorido de sua vegetação, repleta de flores.
Com a derrubada das matas, surgiram os cafezais que atraíram diversas famílias pioneiras, como os Morandi, Silva Santos, Dias, Garbeloto, Pedro Costa, Junqueira, Cardoso, Correia, Carmo, Frasson, Iwata, Viol, Manoel Japonês, Freitas, entre outras. O surgimento de Flórida Paulista coincidiu com um período de grande desenvolvimento da cafeicultura nacional, após a superação da crise econômica de 1929 e o aumento do consumo mundial de café.
A chegada da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, em 1948, com o trecho de Tupã a Adamantina, facilitou o transporte de passageiros em uma época em que as estradas eram de terra e dificultavam o tráfego em dias de chuva. No mesmo ano de 1948, o município foi oficialmente criado e recebeu os benefícios da energia elétrica por meio de uma usina instalada pelo Sr. Pedro Fróio. Sob a responsabilidade de Pedro Fróio, também funcionaram a primeira serraria e o primeiro posto de combustível da cidade.
Ainda no início da década de 40, surgiu a primeira corporação musical do município, capitaneada pelo imigrante italiano Humberto Scrignolli. Composta por músicos de alto nível, a banda animava as noites da pequena cidade e, mais tarde, passou a se chamar Corporação Musical Maestro David Travesso. O maestro Humberto era irmão de Ermilda Scrignolli Fróio, pioneira que hoje dá nome ao Parque Infantil da cidade.
A fundação ocorreu em um cenário mundial de conflitos ideológicos e durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto no Brasil vigorava o Estado Novo de Getúlio Vargas. A Alta Paulista era a última região de matas virgens e terras férteis do oeste do estado, o que motivou muitos investidores a adquirirem glebas para loteamento e início de novos patrimônios.