Quatá é um município com uma história profunda e marcante, situada estrategicamente sobre o espigão divisor de águas entre os rios do Peixe e Paranapanema.
O nome Quatá é de origem zoológica, referindo-se a uma espécie de macaco (conhecido como macaco-aranha ou bugio) que habitava as matas da região e emitia um som característico que soava como "Qua...tá".
Antes da colonização, o território pertencia ao "império selvagem" dos índios Kaingangues (ou Coroados). A região era atravessada pelo "Caminho dos Macaúbas", uma trilha que ligava as aldeias no sentido Norte-Sul.
A ocupação branca foi marcada por intensos conflitos. O primeiro ocupante registrado foi Manoel Pereira Alvim, em 1887, que plantou os primeiros 2.000 pés de café da região. Ele e sua família acabaram sendo trucidados em um ataque indígena, restando hoje apenas quatro cruzes de aroeira no Córrego Bugio como testemunhas desse período.
Originalmente, as terras faziam parte do lendário município de Conceição de Monte Alegre. A consolidação administrativa ocorreu nas seguintes datas:
18 de dezembro de 1924: Criação do Distrito de Paz (Lei nº 1.998).
04 de novembro de 1925: Elevação a Município (Lei nº 2.073).
16 de janeiro de 1926: Instalação oficial do Município.
13 de junho de 1945: Instalação da Comarca.
População: 14.210 habitantes (segundo o IBGE).
Área Territorial: 654,4 km².
Altitude: 519 metros.
Localização: Coordenadas $22^\circ 15'$ Latitude Sul e $50^\circ 42'$ Longitude W.GR.
Limites: Faz divisa com Tupã, Quintana, Borá, Paraguaçu Paulista e João Ramalho.
A economia de Quatá é diversificada e robusta, apoiada em pilares industriais e agropecuários:
Indústria: Destaque para a Usina de Açúcar e Álcool, produção de levedura e torrefação de café.
Agricultura: Culturas de cana-de-açúcar, café, algodão e amendoim.
Pecuária: Gado de corte e leite, além de suínos e caprinos.
A cidade está conectada por importantes eixos rodoviários como a SP-284 e a vicinal que liga a Tupã.