A história de Ribeirão dos Índios remonta ao ano de 1922, quando a região era composta por latifúndios cobertos por densa mata tropical, onde a ligação entre as propriedades era feita apenas por estreitos picadões.
Um dos grandes latifúndios da época pertencia ao Cel. João Gomes Martins, que, no final de 1922, iniciou o retalhamento de pequenas glebas situadas ao longo do Ribeirão dos Índios, afluente do Rio do Peixe.
O primeiro homem a fixar residência na área foi Antônio Feitor, também no final de 1922. Ele abriu a mata virgem, ergueu seu rancho e plantou o Capim Jaraguá, formando a primeira invernada do local — denominação que permanece viva na memória regional até hoje.
A partir de 1924, iniciou-se a chegada de colonos vindos majoritariamente da "Zona Velha" do estado (regiões de Pitangueiras, Itajobi, Viradouro e Mogiana), sendo muitos de origem italiana ou descendentes. Entre as famílias pioneiras destacam-se:
Basso, Grilo, Crepaldi, Cancian e Cacheffo.
Scalon, Zanutto, Real, Bortolan, Costa e Cotrin.
Marin, Volpe, Icheco e Silvestre.
Em 1924, diante da dificuldade de locomoção para a sede (Santo Anastácio), os próprios colonos financiaram a construção da primeira estrada.
O povoado surgiu oficialmente em 1925, recebendo o nome do principal rio que o banha. Embora o nome remeta a povos indígenas, curiosamente não foram encontrados, até hoje, objetos ou evidências que comprovem a existência de aldeamentos de aborígenes naquela localidade específica.
A trajetória para a autonomia política foi marcada por grandes marcos:
1936: Elevado a distrito de Santo Anastácio pela Lei nº 2.793.
1995: Luta intensa da população pela emancipação, incluindo uma expedição a Brasília liderada pelo Sr. Gecildo Antônio Volpe.
27 de dezembro de 1995: O distrito tornou-se município através da Lei nº 9.330, assinada pelo governador Mário Covas.
Área Territorial: 179 km².
Limites: Emilianópolis, Piquerobi, Dracena e Junqueirópolis.
População: 2.158 habitantes (com 75% residindo na zona urbana e 25% na zona rural).