Situada no extremo oeste do estado de São Paulo, Rosana é uma cidade estrategicamente abraçada pelos rios Paraná e Paranapanema. De acordo com o Censo IBGE 2022, o município possui uma população de 17.424 habitantes.
O desenvolvimento moderno da região está profundamente ligado à colonizadora Camargo Corrêa. O nome da cidade é uma homenagem direta a Rosana Camargo de Arruda, uma das filhas de Sebastião Camargo, fundador da empresa. Antes da colonização europeia, o território já contava com uma expressiva presença de povos indígenas, que compõem a base da cultura local.
Rosana guarda em sua história a estação ferroviária do Ramal de Dourados da FEPASA. Embora o projeto de expansão nunca tenha sido concluído e os trilhos não tenham chegado efetivamente a operar na cidade, a estrutura da estação permanece como um marco dos esforços logísticos para conectar o extremo oeste ao restante do estado.
A história do município foi transformada pela construção das usinas hidrelétricas de Porto Primavera e Rosana. Esses empreendimentos foram o motor para o surgimento da Cidade de Primavera, que posteriormente foi elevada à categoria de Distrito. Embora as usinas tenham trazido grande impulso econômico e geração de empregos, a comunidade também precisou se adaptar aos impactos ambientais e ao alagamento de extensas áreas.
Durante o governo de André Franco Montoro, o município tornou-se um símbolo da reforma agrária no estado com a implantação da Gleba XV de Novembro. Localizado entre Rosana e Euclides da Cunha Paulista, este é o maior assentamento do Pontal do Paranapanema, refletindo a busca pelo desenvolvimento rural e a redução das desigualdades no campo.