Um encontro pra debater sobre o cuidado à saúde mental e a importância do suporte a esses pacientes foi realizado nesta quarta-feira (27) no CAPS III (Centro de Atenção Psicossocial). O mês de maio é considerado o período simbólico para o movimento, sendo o dia 18 de maio o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, buscando transformar o modelo de assistência em saúde mental, substituindo o isolamento pelo tratamento humanizado e em liberdade.
O evento deu espaço a discussões profundas sobre os caminhos e desafios da área. A primeira atividade foi conduzida pelo professor e psicólogo Lucas, que ministrou a palestra com o tema "Luta Antimanicomial: Desafios para superar o manicômio ainda dentro de nós", propondo uma reflexão sobre as barreiras invisíveis e o preconceito institucional e social que ainda persistem na sociedade.
Os presentes também puderam prestigiar uma apresentação cultural do Grupo Utopia, formado por pacientes e profissionais do Caps e de residências terapêuticas, que trouxe arte e expressividade para o encontro, reforçando a importância da socialização no processo terapêutico. O ciclo de debates foi encerrado pelos psicólogos Milena e Kevin, com a palestra "Saúde Mental, Autocuidado e Respeito às Diferenças", abordando a necessidade de acolhimento e práticas de bem-estar no cotidiano dos pacientes.
Acolhimento e Cuidado Integral
A coordenadora da unidade CAPS III, Ana Maria Gomes dos Santos, ressaltou o papel estratégico e o compromisso da instituição com os pacientes e seus familiares, destacando a importância de quebrar barreiras sociais: "Estamos aqui para falar sobre a importância do CAPS e reafirmar a luta antimanicomial. A saúde mental ainda sofre muitos estigmas e preconceitos. O CAPS está para ajudar, acolher e dar suporte à pessoa e sua família. Aqui nós temos oficinas, encontros e um atendimento preparado para oferecer um cuidado integral ao paciente", afirmou a coordenadora.









